Como não julgar as pessoas pela sua maneira de se alimentar

“Nenhum homem pode criticar ou julgar corretamente o outro homem, porque nenhum homem conhece realmente o outro.”

Thomas Browne

“Credo, ele come fast-food…”

“Você sabe quantos animais tiveram que sofrer para você poder saborear esse prato delicioso?”

“Alimentar-se dessa maneira não é contribuir pelo bem-estar do planeta, você sabe…”

“Ahhhhhh, esse povo me irrita!!!!”

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Sim, eu admito que essas frases todas cruzaram e ainda cruzam o meu espírito quando eu vejo alguém se alimentar de coisas que eu não considero saudáveis para o meu corpo, para o meu espírito e enfim para o reino daqueles que acabam em nosso prato…

Mas daí eu paro, eu penso e analiso a situação, fazendo uma retrospectiva da minha própria vida. O que foi que aconteceu comigo? Quais foram os motivos que me levaram a tomar essa decisão, em que contexto e por quê? No meu novo vídeo eu abordo esse assunto e conto que não parei com a carne pelos animais. De fato, eu que sempre gostei dos bichinhos, somente pude ser comovida ao adotar os meus filhinhos de 4 patas! 😍42e0b4fc-453d-490b-966c-47e53673e80b

Veja bem, eu quis ser prudente na escolha das minhas palavras: “coisas que EU não considero saudáveis para o MEU corpo (…)” Isso porque, para o sujeito julgador (“eu”) existem conceitos e “pré-conceitos” determinados por inúmeros fatores como a sua educação, a sua carga cultural, o meio no qual ele vive, as experiências que atraiu para a sua vida, e outros mais. Esses fatores variam de pessoa para pessoa e fazem com que o julgamento jamais possa ser inteiramente imparcial. Ele sempre tende para o lado do juiz.

Muito difícil de entender? Então eu vou explicar melhor:

Caso 1:

Você vai jantar fora com o seu parceiro(a), vocês pedem uma salada de entrada, uma lasanha vegetariana e de sobremesa aquela bela fondue au chocolat e frutas 😋! Oh my…

Até então, tudo está ótimo, até que chega aquele grupo de gente barulhenta para ocupar bem a mesa do seu lado. Eles são gordos, fedidos e barulhentos e pedem tudo aquilo que mais te enjoa no mundo da cozinha: peixe no prato. O bicho mesmo, com cauda, olho esbugalhado frito e tudo. “Oh my God, eu acho que vou vomitar… Como é possível? Como tem gente que pode comer isso?” pensa você.

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Caso 2:

Vocês vão jantar fora no mesmo restaurante. Você pede aquela famosa salada, uma lasanha vegetariana e de sobremesa a famosa fondue au chocolat. Entretanto, o seu parceiro saboreia do seu lado o tal do peixe no prato.

Oh my God,” pensa você.

“Como você pode comer isso?”, pergunta você e ele responde: “Ora, porque eu gosto…”

“Ah sim, então eu entendo…”, você responde. Na verdade, falou por falar, porque entender mesmo, você não entendeu nada!

Caso 3:

Vocês vão ao restaurante, mas dessa vez quem acaba com o peixe no prato é você! Tanto o seu namorado quanto o povo do lado vêm aquilo como algo nojento menos você. E quando eles te perguntam qual é o seu prazer em devorar aquele prato, você simplesmente diz que é o seu prato favorito e que não está interessada no que acontece por detrás dos bastidores.

😱

Eu usei esses exemplos para mostrar os diferentes referenciais. O fato é que o julgamento sempre tem um ponto referencial que é o sujeito observador, analisador e julgador. E por mais que existam leis nesse mundo dos homens, elas jamais poderão ser imparciais e justa para todos. E não se pode esquecer tampouco de mencionar que cada pessoa deve ser respeitada pela sua condição de ser humano e “senhor de si próprio”, o que para alguns pode ser extremamente difícil de entender e sobretudo de aceitar. Por esse motivo, eu senti a necessidade de fazer um vídeo sobre o assunto.

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Se você se encontra nessa situação e não sabe como lidar com ela, aqui vão algumas dicas sobre como se acalmar e não pular para o julgamento:

1. Amor

Mude a sua frequência e sintonize com a do amor. O julgamento não é compatível com as vibrações do amor. Ele jamais poderá ser carregado com elas a não ser que o julgamento seja feito com boas-intenções. Ao ver alguém que se alimenta com comida gerada pelo sofrimento, pense que talvez aquela pessoa ainda não tenha sido tocada por esse sentimento como você foi. Ao olhar para as pessoas com amor, você traz à superfície o seu verdadeiro “Eu”, que é brilhante e superior a tudo. Esse “Eu” conhece o amor e sente amor pela pessoa que se alimenta de uma maneira diferente da sua.

2. As palavras têm poder

Ao emitir um julgamento oralmente, ou seja, com palavras, você emite uma vibração de alto poder criativo. Eu cresci dentro desse pensamento e entendimento, embora nunca soubesse se acreditava nisso ou não. Desde que eu comecei a praticar a Kundalini yoga, eu comecei a entrar em contato com o mundo dos yogis. Lendo a autobriografia de Paramahansa Yogananda, os meus olhos cruzaram o seguinte:

“As potencialidades infinitas do som derivam do mundo criativo, Aum, o poder cósmico de vibração por detrás das energias atômicas. Qualquer palavra falada com realização clara e concentração profunda têm um poder de materialização.” ( Paramahansa Yogananda, Autobiography of a yogi, Ed. Self-realization Fellowship, 1998, 3a edição – tradução nossa).

Ou seja, ao emitir a frase “Você sabe quantos animais tiveram que morrer para que você pudesse comer essa carne?”, você permanece no registro negativo. A energia emitida é relacionada a :”animais” “morrer” e “comer carne”. Por ser inteiramente negativa ela materializa apenas coisas negativas. Você pode, ao invés de permanecer no negativo, falar dos benefícios de uma dieta sem carne, por exemplo. 😉 Lembre-se de que as palavras têm poder. Coloque amor e boas intenções em todas as suas palavras e aprecie os seus efeitos sobre os outros.

3. Entendimento

Uma vez eu ouvi o seguinte: “O sábio é aquele que olha, entende, aprende, guarda e segue o seu caminho.” O entendimento é a melhor arma da paz, pois ele combate a ignorância e acaba com o sofrimento.

Entender. Compreender.

Entender que a pessoa vítima do seu julgamento tem outra história que não é como a sua. Entender que ela não enxerga as coisas da mesma maneira como você. Entender que por mais que você tente, nunca conseguirá fazer alguém aceitar a sua verdade sem usar de violência e isso vai contra a sua mensagem… Lembre-se, o veganismo é uma mensagem de amor e de entendimento. E o entendimento é total quando você trabalha com o amor.

Bom, é isso o que eu queria compartilhar com vocês… eu espero que os tenha ajudado a melhor lidar com esse sentimento de julgamento ao qual nenhum ser humano é imune.

Não deixe de assistir o meu vídeo sobre o assunto e de comentar para me falar como você lida com essas situações.

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Um grande beijo, muito obrigado e até a próxima.

💎Shine💎

 

Nayara

 

 

 

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